terça-feira, 22 de julho de 2014

Cespe - DEPEN - 2013

Questão do concurso realizado pela banca Cespe para o DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional), aplicado no dia 04/08/13.

Com base nas normas de biossegurança aplicadas à odontologia, julgue os itens que se seguem.

O meio mais confiável de se verificar o correto funcionamento de autoclaves é por meio da monitorização do instrumento com indicador químico, como a fita teste.

Comentário:

O meio mais confiável de se verificar o correto funcionamento de autoclaves é por meio da monitorização do instrumento com indicador BIOLÓGICO, onde é usado um tipo de esporo conhecido (bacilo de G. Stearothermophilus), não patogênico, bastante resistente ao calor úmido. Se após o ciclo de esterilização, este esporo for eliminado, todos os outros tipo de bactérias e fungos também serão.

Os indicadores químicos, como as fitas testes ou fitas zebradas mostram que o pacote passou pelo processo de esterilização, tendo havido penetração de calor e umidade, porém, não garantem sua esterilidade.

Gabarito: Errado

Cespe - DEPEN - 2013

Questão do concurso realizado pela banca Cespe para o DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional), aplicado no dia 04/08/13.


A respeito da doença periodontal, julgue os itens subsecutivos. 

A clorexidina, um dicatiônico utilizado para o controle do biofilme subgengival, apresenta grande espectro de ação e atua sobre bactérias Gram-positivas, Gram-negativas, fungos, leveduras e vírus lipofílicos.

Comentário:

A clorexidina é um detergente catiônico da classe das bisbiguanidas, que pode ser encontrada nas formas de acetato, hidrocloreto e digluconato; sendo este último o sal mais utilizado em fórmulas e produtos. Tem amplo espectro de ação agindo de forma eficaz sobre bactérias gram-, gram+, fungos, leveduras e vírus lipofílicos (Tortora et al. Apud Zanatta e Rosing 2007). Tem como uma de suas características a carga positiva de que é constituída a sua molécula, que interage de forma plena com a carga negativa da membrana citoplasmática bacteriana (Estrela et al. 2002, Gomes et al. 2003, Bevilacqua et al. 2004, Dameto et al. 2005, Zanatta e Rosing 2007).

Gabarito: Errado

sábado, 5 de janeiro de 2013

FCC - TRF 2a Região - 2012

Questão do concurso realizado pela banca Fundação Carlos Chagas para o Tribunal Regional Federal da 2a região, aplicado no dia 24/03/12.

Paciente com 21 anos de idade, sexo feminino, relata um episódio de pericoronarite no dente 46, há cerca de dois anos. No momento desta consulta, a paciente está assintomática, porém o achado radiográfico mostra radiolucidez central circundando o foco da inflamação com área periférica da radiopacidade granular que se mistura com o osso normal adjacente. Este quadro é compatível com o diagnóstico de osteomielite

a) alveolar aguda.
b) aguda supurativa.
c) crônica esclerosante difusa.
d) crônica esclerosante focal.
e) crônica supurativa.

Comentário:

Vamos ver as características de cada tipo de osteomielite apresentado nas alternativas:

Osteomielite Alveolar Aguda
Área radiolúcida em região de corpo de mandíbula e na região mais anterior de maxila, mostrando a perda de tecido ósseo. Pode, entretanto, não apresentar imagem radiográfica por se tratar de uma inflamação rápida. Ocorre em qualquer idade, normalmente em pacientes imunodeprimidos ou que sofrem quadro de subnutrição, com condições sistêmicas desfavoráveis. Tem prazo de evolução limitada a, no máximo, um mês. Pode ser causada por trauma. O tratamento consiste em antibioticoterapia.

Osteomielite Aguda Supurativa
Pode ocorrer a partir de abscessos dentoalveolares causados por infecção ou trauma ou devido a uma osteorradionecrose (por altas doses de irradiação). Geralmente apresenta pus (infecção por Staphilococus). O paciente relata dor ou parestesia.

Aspectos Clínicos
-Úlcera e exposição óssea persistente
-Sequestros ósseos
-Trismo severo
-Fraturas patológicas
-Odor fétido

Aspectos Radiográficos
-Rarefações ósseas difusas
-Sequestros ósseos
-Fraturas patológicas

Exames Complementares
-Cultura e Antibiograma
-Biópsia

Tratamento
-Higiene oral
-Antibioticoterapia
-Oxigênio hiperbárico


Osteomielite Crônica Esclerosante Difusa
Mais comum em pacientes idosos, em mandíbula edentada. Sua etiologia se dá a partir de uma infecção de baixa virulência resultante da Osteomielite aguda supurativa (desaparece a sintomatologia aguda e a lesão se cronifica).

Aspectos Clínicos e Radiográficos
-Clinicamente evolui sem sintomatologia.
-Exacerbações: decorrentes de exodontia.
-Área extensa de reabsorção e neo-formação óssea.
-Podendo ser multifocal.

Prognóstico e Tratamento
-Favorável.
-Cirúrgico, precedido ou acompanhado de antibioticoterapia.

Osteomielite Esclerosante Focal
Também conhecida como osteíte condensante. É uma reação incomum do osso a uma infecção, ocorrendo em casos de resistência tecidual extremamente elevada ou em casos de infecção de baixa intensidade. Afeta quase que exclusivamente pessoas jovens, por volta da idade de vinte anos com maior predileção pelo sexo feminino. Os dentes mais comumente envolvidos são os molares inferiores, que geralmente apresentam lesão por cárie. Pode não haver outros sinais e sintomas da doença a não ser dor ligeira, associada com a polpa infectada.

Aspectos Radiográficos
-Radiopacidade circular ou ovóide.
-Limites bem definidos.
-Região periapical ( dentes comprometidos endodonticamente).

Prognóstico e Tratamento
-Bom
-Tratamento endodôntico do dente afetado


Osteomielite Crônica Supurativa
Ocorre na maxila e/ou mandíbula. Sua etiologia está ligada a infecções odontogênicas (estafilococos e estreptococos), fraturas infectadas e ferimentos por arma de fogo.

Aspectos Clínicos
-Dor (moderada a intensa)
-Fístulas com drenagem espontânea de pus
-Trismo
-Linfonodos inflamatórios submandibulares e cervicais
-Febre e leucocitose

Aspectos Radiográficos
-Estágios iniciais, difícil observação
-Imagens radiolúcidas irregulares e difusas

Exames Complementares
-Cultura e Antibiograma
-Biópsia

Prognóstico e Tratamento
-Antibioticoterapia (cultura e antibiograma)
-Remoção dos sequestros ósseos

alternativa D

domingo, 16 de dezembro de 2012

FCC - TRF 2a Região - 2012

Questão do concurso realizado pela banca Fundação Carlos Chagas para o Tribunal Regional Federal da 2a região, aplicado no dia 24/03/12.

Paciente com 9 anos de idade, sexo feminino, apresenta lesão óssea na região posterior da maxila próxima ao dente 16, que mostra um pequeno deslocamen-to. A mãe da paciente relata ter notado um crescimento assintomático nesta região, iniciado há cerca de 2 anos. O crescimento tem aspecto fusiforme e, à palpação, mostra-se firme, sem alteração da superfície da mucosa.

Na radiografia periapical, um aspecto característico do quadro apresentado é a presença de

a) deposição aleatória de osso esclerótico, semelhante a flocos de algodão.
b) remodelação das trabéculas produzindo linhas esparsas para fora da tábua interna, semelhante a cabelo em pé.
c) áreas de destruição óssea localizadas com aspecto irregular ou roído por traça.
d) padrão trabecular delgado generalizado, semelhante a vidro fosco.
e) padrão trabecular delgado generalizado pontilhado, semelhante à casca de laranja.

Comentário:

De acordo com o texto, chega-se a conclusão que o problema retratado na questão é um caso de   Displasia Fibrosa Monostótica. Sendo assim, a banca pede para identificar qual é a característica radiográfica apresentada pela lesão.

De acordo com a literatura, a DF, apresenta característica radiográfica de "vidro despolido", ou  seja, "vidro fosco".

Isto pode ser confirmado nos artigos a seguir:

http://revodonto.bvsalud.org/pdf/occ/v9n4/a23v9n4.pdf

http://www.revistacirurgiabmf.com/2009/v9n2/03.pdf

http://www.usc.br/biblioteca/salusvita/salusvita_v28_n1_2009_art_07.pdf

No entanto, o padrão trabecular da lesão não pode ser considerado delgado generalizado pois como visto nos artigos, o trabeculado ósseo se encontra bastante irregular. A alternativa D, então, estaria "meio correta".

Apesar disso, o gabarito oficial preliminar divulgado pela banca examinadora, trouxe como correta a alternativa E.

Só após o resultado da prova objetiva e análise dos recursos, a Fundação Carlos Chagas divulgou a anulação da questão:

http://www.concursosfcc.com.br/concursos/trf2r111/trf2r111_atribuicoes_alteracoes_de_questoes.pdf

Questão anulada!

domingo, 20 de maio de 2012

FCC - TRF 2a Região - 2012

Questão do concurso realizado pela banca Fundação Carlos Chagas para o Tribunal Regional Federal da 2a região, aplicado no dia 24/03/12.

Paciente com 9 anos de idade, sexo feminino, apresenta lesão óssea na região posterior da maxila próxima ao dente 16, que mostra um pequeno deslocamento. A mãe da paciente relata ter notado um crescimento assintomático nesta região, iniciado há cerca de 2 anos. O crescimento tem aspecto fusiforme e, à palpação, mostra-se firme, sem alteração da superfície da mucosa.

Este quadro clínico é compatível com o diagnóstico de:

a) osteíte deformante.
b) osteomielite.
c) displasia fibrosa monostótica.
d) fibrose cística.
e) talassemia.

Comentário:

Osteíte Deformante: Atualmente conhecida como Doença de Paget, é uma condição patológica não inflamatória caracterizada pelo aumento da remodelação óssea de forma irregular e desorganizada. Essa enfermidade crônica caracteriza-se pela hipertrofia dos ossos, deformidades e dores locais.

Frequentemente são afetados ossos longos, coluna vertebral e crânio. Quando acometidos, os maxilares apresentam aspecto de aumento de volume em todas as direções, sendo o crescimento delimitado, simétrico e indolor à palpação.

Trata-se de uma enfermidade propriamente senil, sendo diagnosticada entre 1 a 3% dos indivíduos acima dos 50 anos de idade. Há predileção pelo gênero masculino, numa proporção de 3:2.

O envolvimento dos maxilares caracteriza-se por interferências na adaptação de próteses, deslocamento de dentes com padrão de oclusão anormal, perdas dentárias, reabsorção de raízes, hipercementoses, sangramento excessivo durante extrações e osteomielites. Adicionalmente, pode ocorrer deformidade facial, sintomas de obstrução nasal e sinusal bem como desvio de septo nasal.

Por suas características clínicas, radiográficas e laboratoriais, as lesões que se apresentam semelhantes e possuem diagnóstico diferencial com a doença de Paget podem ser, dentre outras, o granuloma de células gigantes, osteossarcoma, displasia fibrosa óssea e hiperparatireoidismo.

Osteomielite: Pode ser definida como uma doença óssea inflamatória, iniciando-se como uma infecção bacteriana dos espaços medulares, que posteriormente compromete o sistema circulatório e eventualmente abrange também a cortical e o periósteo.

A infecção dentária talvez seja a causa mais freqüente de osteomielite dos maxilares. O paciente com osteomielite aguda queixa-se de uma sensação de dor constante e profunda, observando-se sobre a região afetada um edema de tamanho moderado. Os dentes podem apresentar mobilidade e sensibilidade à percussão e, freqüentemente os linfonodos regionais podem ser palpados. A drenagem espontânea da secreção purulenta ocorre pela cervical dos dentes ou através de lojas nos alvéolos. 

Se houver envolvimento do periósteo, as lojas contendo a infecção poderão se exteriorizar. Radiograficamente observa-se a perda de definição do osso medular envolvido na lesão além de sua substituição por áreas radiolúcidas. Posteriormente são observados sequestros radiopacos entre estas áreas radiolúcidas.

Displasia Fibrosa Monostótica: Apresenta as seguintes características: aumento de volume de crescimento lento com abaulamento da região envolvida e assimetria facial (quando de grandes proporções). A mucosa que recobre a lesão mostra-se de aspecto normal. É indolor na grande maioria dos casos e, às vezes, provoca inclinação e deslocamento dental, mas estes não chegam a apresentar mobilidade e permanecem com sua vitalidade pulpar. Dor e parestesia são queixas raras, sendo lento o crescimento da lesão, e o paciente muitas vezes não consegue lembrar quando a lesão foi inicialmente percebida.

Os exames radiográficos mostram que as lesões tornam-se mais calcificadas com o aumento da idade do paciente. Podemos encontrar desde uma imagem radiolúcida unilocular ou multilocular até uma imagem radiopaca. As margens da lesão apresentam-se mal definidas e pouco precisas, unindo-se ao tecido ósseo sadio adjacente. O aspecto clássico da imagem radiográfica da displasia fibrosa é de um vidro fosco despolido. Outras características radiográficas, como alteração de lâmina dura, estreitamento do ligamento periodontal e deslocamento superior do canal mandibular com inversão da sua curvatura na região de ângulo da mandíbula, são sinais patognomônicos desta lesão, já que em outras lesões, o canal mandibular tende a se deslocar para baixo. A reabsorção das raízes dentárias raramente está presente. As lesões maxilares habitualmente envolvem e obliteram o seio maxilar parcial ou totalmente.

A Displasia Fibrosa (DF) e o Fibroma cemento-ossificante (FCO) são lesões fibro-ósseas que apresentam aspectos histológicos e radiológicos semelhantes, tornando a diferenciação um dilema diagnóstico. De acordo com a literatura, o FCO tem forma redonda ou oval com bordas distintas, enquanto a DF possui aspecto fusiforme e margens mal definidas.


Fibrose Cística: Os pacientes com fibrose cística frequentemente apresentam obstrução nasal, polipose nasossinusal e sinusite crônica. Os pacientes com mais de 8 meses de idade apresentam opacificação dos seios paranasais, porém, pansinusite clínica e pólipos nasais desenvolvem-se mais comumente entre os 5 e os 14 anos de idade. Os pólipos afetam de 10% a 48% dos pacientes na infância e adolescência. O diagnóstico de fibrose cística é realizado através da demonstração de concentrações elevadas de eletrólitos no suor, associada a achados clínicos característicos (doença gastrointestinal, doença pulmonar, azoospermia obstrutiva) ou história familiar de fibrose cística.


Clinicamente apresenta-se como uma doença multi-sistêmica caracterizada por infecções endobronquiais crônicas associadas com doença pulmonar obstrutiva progressiva e mal absorção intestinal secundária a insuficiência pancreática. Os sintomas pulmonares são os mais comuns e a doença pulmonar é a principal causa de óbito e morbidade nos pacientes com fibrose cística.


Uma manifestação de doença de seios paranasais da fibrose cística recentemente descrita é o abaulamento medial da parede nasal lateral com obstrução da cavidade nasal. Alguns estudos encontraram sintomas de rinorréia e obstrução nasal em mais de 65% dos pacientes, enquanto outros revelam que cerca de 90% dos pacientes permaneciam assintomáticos. Os principais sintomas relatados pelos pacientes com FC são: tosse, obstrução nasal, rinorréia e sinusites de repetição.

Talassemia (anemia de Cooley, anemia mediterrânea): É uma alteração genética que produz graus variáveis de anemia, caracterizada por malformação do crânio e ossos longos, conferindo ao indivíduo uma aparência característica. Neville et al. citam como características clínico-radiográficas: hiperplasia da medula óssea, hepatoesplenomegalia, linfadenopatia, aumento da mandíbula e maxila, resultando em uma aparência de esquilo. A radiografia do crânio mostra uma aparência de “fios de cabelo” da calvária. Muitos pacientes morrem por volta de um ano de idade, como resultado de infecções bacterianas ou problemas cardíacos. As alterações radiográficas da b-talassemia ocorrem em grande parte devido à hiperplasia medular. A expansão marcante do espaço medular gera várias manifestações esqueléticas, principalmente na espinha dorsal, crânio, ossos da face e costelas.

alternativa C

domingo, 6 de maio de 2012

IPAD - 2010 - SESC - Clínico Geral

Indique a alternativa incorreta:

a) A biópsia é um exame complementar de grande importância para a elucidação definitiva de um diagnóstico, porém não substitui o exame clínico.
b) São condições ideais para se realizar biópsia, áreas de ulceras profundas, áreas pouco espessas de uma lesão leucoplásica e regiões centrais de lesões extensas.
c) Classifica-se como biópsia incisional a retirada de um fragmento lesional, visando estudo anatomopatológico.
d) São indicações de biópsia lesões eritematosas e brancas com suspeita de malignidade, sem sinal de cura ou regressão do quadro, além de nódulos de crescimento rápido.
e) A peça cirúrgica biopsiada deve ser condicionada em um recipiente devidamente identificado contendo formol a 10% em volume suficiente para que a peça esteja totalmente submersa.

Comentário (baseado na cartilha "Falando sobre o câncer da boca" do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer):

As condições ideais para se praticar a biópsia são:
- as bordas da lesão, incluindo-se uma pequena parte de tecido normal (biópsia incisional);
- qualquer ulceração superficial das eritroplasias ou leucoplasias;
- a porção mais verrucosa de uma leucoplasia;
- lesões livres de excesso de queratinização, pela remoção prévia de crostas;
- zonas lesionais livres de áreas necróticas ou ulceradas profundas.

alternativa B

IPAD - 2010 - SESC - Clínico Geral


Assinale a alternativa incorreta:

a) Define-se como semiotécnica, a técnica da pesquisa dos sinais e sintomas e se resolve na arte de explorar (coleta de dados básicos).
b) São fatores determinantes para a definição de um prognóstico: tipo da doença, dano funcional, efetividade na terapêutica, condições gerais e psíquicas do paciente.
c) Sinal são as características observadas pelo clínico, representando as manifestações objetivas percebidas pelo mesmo.
d) Define-se como sinal patognomônico os aspectos clínicos que precedem o aparecimento da doença.
e) Determinam-se como terapêutica de suporte, as prescrições realizadas com o objetivo de estabilizar as condições gerais do paciente.

Comentário (baseado no texto do livro "Diagnóstico Bucal" de Sílvio Boraks):

Semiotécnica: É a técnica de colheita dos sinais e sintomas. Utilizam-se os sentidos naturais do examinador direta ou indiretamente através das chamadas "manobras de semiotécnica".

Prognóstico: Está sempre associado ao tratamento, condicionando-o; ou seja, ao planejar-se um determinado tratamento necessita-se verificar:
- dano anatômico e funcional;
- comportamento da doença;
- efetividade dos recursos terapêuticos disponíveis;
- condições orgânicas;
- colaboração/condições emocionais do paciente.

Sinal: É observado pelo clínico e representa manifestações objetivas que o clínico "percebe" no paciente com seus sentidos. São exemplos de sinal: mancha, elevação da mucosa, etc. Desta forma pode-se dizer que os sinais são manifestações clínicas da doença que podem ser percebidos pelos sentidos naturais do homem.

Sinal patognomônico: É exclusivo de uma doença e indica de maneira absoluta sua existência, especificando-lhe o diagnóstico. Como exemplo, podemos citar os dentes de Hutchinson (molares em forma de amora e incisivos em forma de barril) presentes na sífilis congênita.

Sintomatologia pré-clínica: São sinais e sintomas que surgem antes da manifestação clínica de uma doença. Como exemplo, antes de eclodirem as vesículas e bolhas da lesão herpética, o paciente relata certo ardor, calor local, coceira etc., como na aura epilética, em que o paciente refere certos odores, visões etc., antes da manifestação da crise. De modo prático poder-se-ia chamar de "aviso" anterior ao aparecimento da sintomatologia clínica de uma doença.

Terapêutica ou Tratamento de suporte: É a manutenção da saúde geral do paciente através de alimentação, repouso e suplemento alimentar. Utiliza-se este procedimento em pacientes portadores de lesões ou doenças agressivas de desaparecimento rápido, que não causam danos anátomo-funcionais importantes, não deixam sequelas e não têm tratamento específico.

alternativa D